h1

…uma historia ai 2p.

setembro 8, 2011

Engraçado que, ao voltar ao trabalho, após deixar seus ternos na lavanderia, simplesmente, esqueceu-se de todo o ocorrido. Seguiu ao trabalho, deu ordens, realizou seus relatórios, mas não se esqueceu de avisar ao setor de RH que sairia de férias, e saiu!
Tirou seus 15 dias. Passou no shopping, deixou seu carrão com o vallet e foi jantar, em seguida pegar um cineminha. Sozinho, para variar um pouco sua rotina. Como a vida era boa para ele.
Mas ao se deparar á mesa ao lado, percebeu um casal super carinhoso dividindo um sorvete. Os dois estavam conversando, um olhando para dentro dos olhos do outro. Alí, parecia que um estava conversando, diretamente com a alma do outro. Sentiu uma vontade de poder ter a mesma oportunidade. Mas já sacudiu a cabeça e voltou para a realidade. Deixou o cineminha de lado e foi para casa.
Na manhã seguinte Maicon acordou com a campainha da porta tocando. O barulho era ridículo e estridente e não tinha como não levantar e atender a porta. Ao ver pelo olho mágico da porta, ele a viu! Não podia ser, o que ela estava fazendo ali? Não escondeu à si mesmo que o coração bateu mais rápido. Ajeitou o cabelo rapidamente, desamassou a camisa branca de algodão, alinhou a bermuda samba-canção e abriu a porta!
– Bom dia Dona  Marcia! Nossa…. desculpa senhor…
– Não, imagina, Dona Marcia está de férias!
-Oh… não imaginava que ela sairia de férias, perdão.
– Mas, do que se trata, é… eu posso te ajudar? Desculpa, nem sei teu nome.
– Maria!
– Quer que eu ligue para ela, é urgente, não sei…
– Que nada, é que eu ia chama-la para tomar um café. Era só isso!
Alí, ele percebeu que poderia aproveitar, se dar de mal entendido, e foi o que fez!
– Olha… eu adoraria um café!
E fechou a porta atrás dele!
Maria, perplexa, foi educada e disse que tudo bem! Afinal, vai que ee conhece mais clientes para sua loja!
Os dois desceram as escadas até o 15° onde Maicon encontrou a porta aberta, após ela entrou no apartamento. A casa, era parecida com a dele, dois apartamentos a cada dois andares, coisa fina de luxo, porém, sem nenhuma mobília! Com o mínimo possível. O hall de entrada tinha um prego na parede onde ela pendurava um molho de chaves.  Ao adentrar depara-se com a sala de estar com um sofá no meio, em frente uma tv e ao canto, um notebook. Dentro da área da sala de jantar, havia um vazio! Como se alguém estivesse morando de improviso naquela casa. Na cozinha, apenas um fogão de quatro bocas, e junto ao balcão, quatro banquetas de madeira. Os armários da cozinha, pareciam ser as única mobílias da casa, e que estavam alí, justamente por serem modulados que não podem ser usados em outra cozinha.
Mas em cima do balcão, havia uma garrafa térmica e no ar, um cheiro de café delicioso.
– Fique a vontade Sr Maicon, prefere xícara ou caneca?
– Xícara!
Para quebrar o gelo, Maicon começou a instigar á moça, dados para que possa montar uma conversa cordial!
– Então Maria, você trabalha no que?
– Sou tosadora!
– Ah é? E… precisa fazer curso para isso?
-Sim!
– Nossa, que café gostoso!!!!
-Obrigada!
Não aguentando e vendo que estava sendo um fracasso como vizinho, ele tentou mais uma vez conversar!
-Então Maria, deixe-me tentar, começar, tudo outra vez!
– Senhor… não precisa tentar consertar nada! O senhor estava no teu direito de exigir que uma pessoa que não atenda ao padrão de vestimentas, nem de ocupação profissional, utilize ao elevador adequado á sua posição social! Mas o que me deixa indignada, não é o fato da exigência, mas sim do fato de que o senhor, mesmo morando há quatro anos nesse prédio, o senhor nunca se deu o trabalho de me pedir desculpas quanto as festas de arromba que fazes no meio da semana que vão até as 3 da manhã, pelo fato do senhor colocar seu carro na minha vaga do estacionamento desde que veio morar aqui, pelo vazamento do seu terraço, quando o senhor molha tuas plantas que inundam o meu terraço, pois o senhor não percebeu que há uma rachadura. Isso sem contar que, quando o senhor fez aquele rebú na rua, quanto a exigir que eu limpe as merdas dos cães, o senhor ativou um processo com meu arqui inimigo, que onde trabalha para a prefeitura e que vai tomar de mim o terreno que eu arborizei e fiz a minha praça particular, pois ela é cercada e estava com o portão aberto, pois eu estava la dentro para soltar os cães que levo para passear, antes que sejam tosados.
Maicon estava boquiaberto, perplexo, envergonhado  e queria desaparecer!
– Quer sequilhinhos? Eu que fiz!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: