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… uma história ai 3p.

outubro 2, 2011

Sem muito o que dizer, Maicon apenas se serviu da bolachinha, que ao simples tocar leve dos dedos se desfez. Colocou na boca os pedacinhos que ainda ficaram nos dedos e se maravilhou. Chegou a fecha os olhos enquanto derretia em sua boca. Maria, observara cada momento e acompanhava cada movimento… o levar dos dedos á boca, a lingua envolvendo a bolacha, os olhos fechando e o suspiro de prazer. Quase que imediatamente Maicon soltou:
– Você percebeu que nossos nomes começam com M!
Maria soltou um: “Interessante” pois realmente era… mas indignada da razão pela qual ele falou e pensou: Juro que eu preferia que dissesse que queria comprar um quilo de bolacha.
-Bom sr Maicon. Preciso ir, pois eu tenho de trabalhar, muitos cães para lavar!
-Jura… posso ir também?
Maria, retirando a garrafa térmica do balcão e colocando em sua sacola respondeu: – Claro!
Mas que merda Maria, que você está pensando, esse polha te deu muitos transtornos e agora você está sendo legal com ele?
Enquanto Maicon pensava: O que estou fazendo?
– Você precisa de tempo para se trocar? Vou lá em minha casa trocar de roupa e já desço, ok?
– Na verdade, essa é a roupa do meu trabalho, afinal, eu lavo cachorros!
E Maicon percebeu o quanto estava sendo vaidoso, já estava se convidando para invadir o local de trabalho de uma pessoa que declarou, ao menos, cinco coisas diferentes as quais ele fazia de errado e agora queria que ela esperasse que ele trocasse de roupa.
-Desculpa… vamos????
Maria saiu na frente e foi se preocupando em pegar seu telefone celular, colocar sua carteira e colocar tudo dentro de sua sacola. Foi á porta, abriu e esperou que ele saísse. Enquanto Maicon se dirigia ao botão do elevador, Maria abria a porta das escadas. Ele simplesmente parou o dedo antes de apertar o botão e a seguiu. O descer das escadas fora silencioso. Apenas o barulho do chinelo-de-dedo de Maria e o “croques” de Maicon. Sem papo, sem nada… apenas degraus e os sons. Ao alcançarem o hall de entrada do condomínio, Maria passou nas guaritas, na área de serviço e na recepção para dar oi á todos os funcionários e Maicon simplesmente ficou perdido e a seguia, porém, mal dava tempo de ele desejar bom dia á todos, Maria já estava no portão, saindo para trabalhar.
Maicon correu e a alcançou. Ele ainda não estava convicto do porque ele estava fazendo aquilo, só percebeu quando ela estava abrindo o portão de uma casinha com uma placa na frente: LAVA CÃO E GATO, às 7:55 da manhã. Precisava se desculpar e tirar a impressão de que ele não era um filho de chocadeira capitalista sem coração e folgado, do qual ele sempre mostrara à ela, até então!

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