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Uma história ai. Pt8

março 26, 2013

Maria parecia em outra dimensão e Maicon ficava cada vez mais hipnotizado com ela. Sem piscar ela continuava com seu trabalho. Quando terminou de tosar o leãozinho ela se volta para Maicon e pergunta: Ficou bom? Maicon engasgou, porque ele não imaginava que ela falaria com ele, até sentiu invisível.
– O cão está lindo! Respondeu.
Com a finalização de todos os cães, Maria estava cansada e satisfeita, o encarou e perguntou, vamos almoçar?
Maicon aceitou de cara o convite, estava faminto. Então, Maria ligou para um restaurante local e pediu o almoço e logo foi se tratando de aspirar os pelos das roupas, quando chamou seu novo ajudante.
-Venha cá, deixe-me te aspirar, está todo peludo. E já foi puxando o rapaz pelo braço e passando o bico do aspirador no peito de Maicon. Ele era bem mais alto do que ela, que permanecia ali, rindo e falando algo que ele nem prestava atenção, ele estava apenas sentindo os toques das mãos dela sobre seu corpo… de vez em quando ele falava algo para despistar sua “taradisse” dos pensamentos. Enquanto isso Maria sentia o corpo do rapaz com as mãos e para disfarçar seu nervosismo começou a contar uma piada.
Depois da limpeza, ela o conduziu até uma porta que, até então só estava fechada. Era uma sala particular que ocupava uma parte bem ilumiada do Lava cão e gato. Tinha um sofá cheio de almofadas, uma televisão, um computador, uma mesa com quatro cadeiras, um fogão, uma pia, uma geladeira e um armário. Tinha também outra porta que parecia ser o banheiro e uma janela grande que dava a um quintal gramado. Maicon entendeu o porque da casa de Maria não ter muitos móveis.
-Fique á vontade, tem refri na geladeira, hoje é dia de comer fora.
-Você almoça aqui todos os dias?
-Sim, geralmente cozinho algo, mas hoje é uma ocasião especial, tenho visitas.
E logo tratou de pôr a mesa e ligou o som.
O rapaz quase nem percebeu de como fluiu o dia. Almoçaram conversando muito, sem constrangimento, como se conhecessem há anos. Falavam de música, comida, filmes, preferências pessoais quanto viagens. Mesmo voltando ao trabalho na entrega dos cães aos donos, surgiam outros cães para serem lavados de ultima hora. Maicon estava exausto no fim do dia.
-Toma um café comigo?
E voltaram os dois para aquele anexo, Maria passava um café cheiroso e o sol que entrava pela janela deixava tudo muito alaranjado e confortável. Maicon sentado à mesa, de repente, se mudou para uma outra dimensão. Lembrou-se de sua avó servindo o café e dizendo a ele: Um dia, meu filho, se você encontrar alguém que faz um belo café e assa um belo bolo de fubá, case-se com ela! Maria voltou-se para Maicon e riu, – Faz tempo que não vê o pôr-do-sol? Colocando a garrafa em cima da mesa lembrou-se do bolo que ela tinha na geladeira – Você gosta de bolo de fubá? É coisa de caipira! Se você quiser tem pão, requeijão, queijo e mais um monte de coisa de que gente da cidade gosta. Maicon arregalou os olhos e repetiu, -Bolo de fubá?
-Sim, você gosta? Eu quem fiz. Recheado com goiabada e erva-doce. Pena que eu esqueci na geladeira, gosto de comer quentinho.
E a noite começou com os dois papeando e comendo bolo com café preto. Maria percebeu o quanto aquele homem era acessível e simples, até esquecera de toda pompa que ele ostentava e perguntou: – Porque você está aqui?

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